Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos…

Falar de amor não necessariamente quer dizer que a pessoa que vos fala está apaixonada.

Mas quando se escuta a música de Bebel e Cazuza, às 00:35 de um feriado monótono é impossível não tocar em um assunto tão gostoso de não falar e mesmo assim se sentir aliviada.

“Que eu preciso dizer que te amo/ Te ganhar ou perder sem engano(…)Tanta coisa em comum/Deixando escapar segredos/Eu não se que horas dizer/Me dá um medo”

Enfim, falar de amor se torna nada mais que um tabu. Se acaso iniciada uma conversa sobre, já existe um pensamento, exposto ou não, que a pessoa ama. Oras, lógico que ama. Não necessariamente uma pessoa do sexo oposto com quem quer casar e ter filhos com (e viver feliz pra sempre e sempre), mas sim uma avó, a quem adora trocar palavras em italiano, ou um avô que dança toda vez que a vê. “Eu preciso dizer que te amo tanto/ E até o tempo passa arrastado/Pra eu poder ficar do teu lado”

Me dói, me arranca lágrimas, um nó na minha garganta se forma, só por me imaginar sem. “Me dá um medo/que medo”. E o mais injusto é que eu vou perdê-los, de um jeito ou de outro, hoje ou amanhã. É inevitável, é triste, é maldoso.

~ por vanessavma em Abril 21, 2009.

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